quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

tardes*

Peguei na minha máquina fotográfica, abri a janela e, juntas, caminhamos para a varanda, estava um dia de sol fantástico, corria uma brisa fresca que até nos sabia bem. Olhamos para o horizonte, umas tonalidades quentes pairavam sobre o mar enquanto o sol fazia a sua rotina normal e se punha lá, bem longe, mas que, daqui, parecia bem perto.
Começamos a tirar fotos, juntas, uma à outra, fotos com caras estúpidas, a sorrir, com caras patéticas, gestos ridículos, a imitar pessoas, tudo que só nós entendíamos e fazíamos juntas, muitas vezes, só com risos e sem palavras. Quantas e quantas vezes olhávamos uma para a outra e com um simples olhar pensávamos em algo e umas fortes risadas apareciam.
Pouco tempo depois tudo mudou, já não existem tardes assim, já não existem risos nem choros no ombro uma da outra, nem momentos ridículos, nem aquilo que éramos... tudo se apagou...
Hoje, de vez em quando, ligo o computador, abro a minha pasta de fotos, vejo foto a foto, detalhe a detalhe e penso "porque tudo isto mudou?", o que nós éramos e no que nos tornamos, não entendo como tudo ficou assim, como tudo mudou tão rápido...



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

friendship ♥

Minha menina,
Quando vejo esta foto só me dá vontade de rir, verdade seja dito, quando estou contigo só me sabes fazer rir com essa tua maneira de ser, quando estou triste tu sabes como me animar, sabes como me fazer rir, sabes do que preciso para ficar bem.
Podemos ser uma perdidas para ao menos perdemos-nos juntas, temos as nossas parvoíces, os nossos olhares comprometedores, aqueles que nos fazem partir a rir com algo que ambas atingimos mas que mais ninguém percebe, discutimos e andamos à porrada dezenas de vezes mas que era de nós uma sem a outra? sinceramente eu acho que sem ti, minha pequenina, acho que já nada era a mesma coisa!
Fazes parte deste meu pequeno mundo, daqueles que estão quando mais tenho necessidade de falar e mesmo quando não estás a meu lado é como se estivesses, tens a tua presença sempre mesmo com uma simples palavra... 
Obrigada por tudo bs, amo-te hoje e sempre  ♥

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Confiança..


O que aqui escrevo, por mero impulso, mera estupidez, é a minha falta latente de confiança nas pessoas. Simplesmente não confio penso sempre que me vão "apunhalar pelas costas". Por muito que saiba que é estúpido, que queira acreditar, há sempre uma pequena parte de mim, minto uma enorme parte de mim, que me diz que se calhar não é bem assim, se calhar há algo que tu não sabes...
Tento racionalizar tudo, até os meus sentimentos, de forma a tentar controlar o incontrolável, como é óbvio trás maus resultados. Desconfio de tudo, mas tento controlar, melhor forma é racionalizar, pelo menos a meu ver, tenho conseguido, porém, é preciso muito traquejo, traquejo esse que ainda não possuo totalmente. Deitando muita coisa a perder, admito que sou um pouco impulsiva ha cerca de algumas coisas.
Desta vez tentei. Não, não posso dizer que esteja apaixonada, mas o rapaz é algo para mim. A diferença está simplesmente na maneira de ele ser, por vezes querido, simples, mas muitas vezes agressivo, frio e estranho... Eu compreendo essa parte, eu também sou assim, mas há uma pequena diferença, eu independentemente de quem for, faço todos os possíveis e impossíveis para estar com a pessoa. Podem dizer que é de loucos, estúpido, até pode ser, mas eu sou assim.
O rapaz tem um feitio parecido com o meu, logo começo a entrar em conflito, tento sempre evitar como é óbvio... Ao fim das contas o problema está em mim, na minha falta de confiança, mas para mim é um olho a frente outro para trás. Acho demasiado ridículo não confiar nas pessoas, mas quando penso, penso que tenho motivos para isso…
São manias minhas que tenho que tentar perder, wait... Tenho que perder mesmo, não quero magoar ninguém, com isto acabo por magoar porque sou sincera de mais e digo o que penso na hora sem reflectir, o que magoa, dói bastante, e afecta-me depois. 

Promessas¤

Para que fazer promessas se não as tencionamos cumprir?
É algo que não me entra na cabeça, como alguém consegue fazer tantas juras, tantas promessas de eternidade para depois destruir tudo do dia para a noite, como se todas aquelas atitudes e palavras queridas não tivessem criado qualquer tipo de ideia e esperança de felicidade.
A ilusão criou-se e tu deixaste que ela permanecesse bastante tempo, não em termos de anos, meses, horas e minutos mas, sim, foi o suficiente para se tornar inesquecível e para magoar quando acabou.
Não importa que tenha sido bom, que tenhas feito feliz porque, no momento em que devias ter sido sincero e demonstrar confiança, tu resolveste destróir tudo e optar pela mentira, decidiste esconder e ir pelo caminho mais fácil. Pões em causa para além daquilo que tinham, a amizade que existia, destruíste em segundos tudo aquilo que demoraram a construir, toda a confiança que existia tu acabaste com ela.
E agora? De que valeram todas as promessas feitas? Para que foi tantas juras? Todos os carinhos e todas as palavras de conforto se nem foste capaz de confrontar-la com os teus erros?
Antes de qualquer promessa lembra-te se estás mesmo disposto a cumpri-la, pode ser apenas uma palavra mas para alguém pode significar muito, talvez tudo...